Em setembro de 2008.
A vida, enquanto pode, caminha lado a lado com o tempo em suas diferentes fases, desde o nascimento até a morte.
EINSTEIN nos ensina, em sua Teoria Geral da Relatividade, que o tempo não é uma grandeza absoluta; contudo, independentemente da certeza da física teórica, o fato é que as circunstâncias que permeiam o ciclo vital de uma pessoa parecem interferir diretamente no andamento dos relógios, ora adiantando-os ou atrasando-os conforme os momentos sejam prazerosos ou não, ou em função da perspectiva da próxima fase a ser vivida. .
Para quem acompanha à distância o desenvolvimento de uma criança, ela parece crescer muito depressa, ao contrário do que pensa seus pais. Sobre a infância, já disse ATAULFO em uma de suas canções que, nela, ele “era feliz e não sabia”; no entanto, o que mais quer uma criança é crescer, e o tempo para ela passa muito lentamente. Como demora virar gente grande!
A fase seguinte, envolvendo a adolescência e estendendo-se até os 25 anos, é extremamente complexa: é o período das rápidas transformações, do grande vigor e disposição, dos sonhos de realização pessoal e profissional, das múltiplas atividades para as quais o dia de apenas 24 horas afigura-se insuficiente.
Em geral não se observa sensíveis mudanças anatômicas e fisiológicas em um ser humano na fase adulta entre 25 e 35 anos; neste período todas as coisas devem estar estabilizadas, proporcionando um razoável equilíbrio entre o tempo e as exigências da vida.
A partir daí, sobretudo no que diz respeitos às mulheres, começa a haver uma grande preocupação com a aparência física, com as pequenas rugas e os primeiros fios de cabelos brancos; e haja cremes, pinturas, maquiagens, botox, dietas, ginásticas, cintas e cirurgias plásticas para dar conta da vaidade que, ultimamente, vem afetando também muitos homens.
Contudo o que apavora mais o sexo masculino são a calvíce e a careca, havendo um certo inconformismo com o fato de, apesar do enorme progresso havido, a medicina não tenha ainda desenvolvido um método eficaz e mais digno para seu cambate, livrando-o dos implantes nem sempre bem sucedidos e das ridículas perucas. E, agora, o tempo começa a passar rapidamente, e tanto mais depressa à medida em que se envelhece.
Aproxima-se então a hoje denominada “3ª idade”, com a aposentadoria e outros benefícios sociais que, na atualidade, alcança pessoas ainda perfeitamente válidas e dispostas para o trabalho e o lazer; por isto, elas podem surpreender-se e não receber bem atitudes gentis daqueles que lhes cedem o lugar em uma condução ou que lhes indicam uma fila mais favorável de atendimento a idosos. Acham, algumas vezes, que tais gentilezas partem de pessoas mais envelhecidas do que elas, pois nem sempre se sentem tão velhas como os outros julgam.
Uma coisa, porém, afeta inexoravelmente a vida do idoso, criando situações embaraçosas: a memória. Este é o caso, por exemplo, quando se vê abordado por alguém que não reconhece de imediato, quando se vê forçado a dizer que “sabe quem é mas não está ligando o nome à pessoa” ou tergiversar com o objetivo de descobrir uma pista para sua identificação.
Em minhas habituais caminhadas pelo calçadão da praia de Icaraí, cruzo com muitas pessoas que me cumprimentam e eu não sei de quem se trata. As mulheres, talvez por timidez, limitam-se a olhar com curiosidade, o que pode fazer supor que estejam admirando meu porte ou minha disposição. Aconteceu isto recentemente com uma linda jovem e com uma senhora de meia-idade; quanto a esta, minha mulher disse-me alguns dias depois:
- Você se lembra de Fulana, que trabalhou comigo na Secretaria? Ela falou comigo que tem passado por você na praia, mas acha que não está sendo reconhecida...
A outra, hoje uma competente médica, foi colega de minha filha no colégio – soube depois, e ainda me chama de “tio”.
EINSTEIN nos ensina, em sua Teoria Geral da Relatividade, que o tempo não é uma grandeza absoluta; contudo, independentemente da certeza da física teórica, o fato é que as circunstâncias que permeiam o ciclo vital de uma pessoa parecem interferir diretamente no andamento dos relógios, ora adiantando-os ou atrasando-os conforme os momentos sejam prazerosos ou não, ou em função da perspectiva da próxima fase a ser vivida. .
Para quem acompanha à distância o desenvolvimento de uma criança, ela parece crescer muito depressa, ao contrário do que pensa seus pais. Sobre a infância, já disse ATAULFO em uma de suas canções que, nela, ele “era feliz e não sabia”; no entanto, o que mais quer uma criança é crescer, e o tempo para ela passa muito lentamente. Como demora virar gente grande!
A fase seguinte, envolvendo a adolescência e estendendo-se até os 25 anos, é extremamente complexa: é o período das rápidas transformações, do grande vigor e disposição, dos sonhos de realização pessoal e profissional, das múltiplas atividades para as quais o dia de apenas 24 horas afigura-se insuficiente.
Em geral não se observa sensíveis mudanças anatômicas e fisiológicas em um ser humano na fase adulta entre 25 e 35 anos; neste período todas as coisas devem estar estabilizadas, proporcionando um razoável equilíbrio entre o tempo e as exigências da vida.
A partir daí, sobretudo no que diz respeitos às mulheres, começa a haver uma grande preocupação com a aparência física, com as pequenas rugas e os primeiros fios de cabelos brancos; e haja cremes, pinturas, maquiagens, botox, dietas, ginásticas, cintas e cirurgias plásticas para dar conta da vaidade que, ultimamente, vem afetando também muitos homens.
Contudo o que apavora mais o sexo masculino são a calvíce e a careca, havendo um certo inconformismo com o fato de, apesar do enorme progresso havido, a medicina não tenha ainda desenvolvido um método eficaz e mais digno para seu cambate, livrando-o dos implantes nem sempre bem sucedidos e das ridículas perucas. E, agora, o tempo começa a passar rapidamente, e tanto mais depressa à medida em que se envelhece.
Aproxima-se então a hoje denominada “3ª idade”, com a aposentadoria e outros benefícios sociais que, na atualidade, alcança pessoas ainda perfeitamente válidas e dispostas para o trabalho e o lazer; por isto, elas podem surpreender-se e não receber bem atitudes gentis daqueles que lhes cedem o lugar em uma condução ou que lhes indicam uma fila mais favorável de atendimento a idosos. Acham, algumas vezes, que tais gentilezas partem de pessoas mais envelhecidas do que elas, pois nem sempre se sentem tão velhas como os outros julgam.
Uma coisa, porém, afeta inexoravelmente a vida do idoso, criando situações embaraçosas: a memória. Este é o caso, por exemplo, quando se vê abordado por alguém que não reconhece de imediato, quando se vê forçado a dizer que “sabe quem é mas não está ligando o nome à pessoa” ou tergiversar com o objetivo de descobrir uma pista para sua identificação.
Em minhas habituais caminhadas pelo calçadão da praia de Icaraí, cruzo com muitas pessoas que me cumprimentam e eu não sei de quem se trata. As mulheres, talvez por timidez, limitam-se a olhar com curiosidade, o que pode fazer supor que estejam admirando meu porte ou minha disposição. Aconteceu isto recentemente com uma linda jovem e com uma senhora de meia-idade; quanto a esta, minha mulher disse-me alguns dias depois:
- Você se lembra de Fulana, que trabalhou comigo na Secretaria? Ela falou comigo que tem passado por você na praia, mas acha que não está sendo reconhecida...
A outra, hoje uma competente médica, foi colega de minha filha no colégio – soube depois, e ainda me chama de “tio”.
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