domingo, 14 de dezembro de 2008

Tributo a Caymmi

Depois do batuque dos caxambus e da cantoria das folias de reis, foram as músicas praieiras de DORIVAL CAYMMI, transmitidas pelas rádios a partir de 1938, os acontecimentos que mais tocaram minha sensibilidade para a arte; quando adulto, seus sambas-canção urbanos da década de 50 proporcionaram-me momentos inesquecíveis. A ele, recentemente falecido aos 94 anos, dedico estas linhas.

Considero-o o mais interessante artista da música popular brasileira: interessante, pela originalidade; completo, por ter sido melodista, letrista, cantor e instrumentista. Sua auto-suficiência foi um fator importantíssimo em sua carreira, dando-lhe grande mobilidade; além disto, CAYMMI era mais CAYMMI quando interpretava suas composições.

Salvador, com sua geografia e arquitetura, sua gente e seus costumes, suas crenças e lendas, suas músicas e danças, ofereceu-lhe o ambiente que vivenciou desde menino, assimilando-o de tal forma que, com ele, se confundia. O mar e as praias, bem como a vida e as histórias dos pescadores, trágicas muitas vezes, exerceram sobre ele enorme fascínio, explicável pelo fato de jamais ter aprendido a nadar.

Possuía grande vocação para a música e o desenho, uma herança talvez de sua ascendência ítalo-africana; contudo, seu desenvolvimento neles deu-se de forma intuitiva.

Na música, aprendeu violão praticamente sozinho, com auxílio apenas do método de CANHOTO; mas procurou caminhos próprios no instrumento, seja alterando acordes ou introduzindo puxadas de cordas diferentes. Apreciava as orquestras americanas, os cantores de “jazz” e de “blues”, e alguns compositores eruditos.

Criou as canções praieiras, um novo gênero musical, as quais se tornaram seu grande diferencial; modificou ritmos já existentes; usou ritmos e andamentos diferenciados em uma mesma composição; suas melodias, de um modo geral, apresentam seqüências de frases musicais imprevisíveis, gerando complexas harmonias onde algumas vezes aparecem acordes dissonantes até então inusitados, na avaliação de TOM JOBIM, razão pela qual são difíceis para instrumentistas de conhecimentos limitados.

Não chegou a concluir os estudos regulares de nível médio, deficiência esta compensada com boas leituras; mais tarde, sua intensa convivência com artistas e intelectuais assegurou-lhe uma cultura bastante diversificada.

Foi igualmente brilhante como letrista, escolhendo palavras precisas e de boa sonoridade; algumas vezes divulgou termos exóticos, conhecidos na Bahia mas que sabia serem ignorados em outras praças, como “Maracangalha” e “Balangandãs”, capazes de despertar curiosidade e provocar polêmicas. Nomes e expressões em nagô são freqüentes, denotando sua ligação com o candomblé, onde atingiu o elevado grau de OBÁ DE XANGÔ.

Nomes de pessoas em suas canções deveriam ser convincentes. Quem ousaria duvidar, por exemplo, que “MAURINO, DADÁ E ZECA” e “CHICO FERREIRA e BENTO”, respectivamente de “Milagre” e “A Jangada Voltou Só”, não tenham sido pescadores? Amiúde, suas letras são capazes de emocionar independentemente de estarem associadas a melodias ou quaisquer outros condicionamentos, o que as eleva ao nível de verdadeiras poesias. A propósito de versos contidos em “Saudade de Itapoã”, assim se expressou CARLOS DRUMOND DE ANDRADE:

“A flor que o vento jogou no colo de uma
morena de Itapoã ainda não murchou.
Murchará um dia? Não creio.”


Como intérprete de suas canções praieiras e seus românticos sambas-canção urbanos, acompanhando-se ao violão, CAYMMI foi insuperável com seu rico timbre de baixo-cantante; nas primeiras, se o tema fosse trágico, fazia um trabalho nos bordões por ele criado e jamais imitado, inspirado no toque de berimbau, que transmitia a impressão de perigo iminente.

Suas composições são assim classificadas: canções praieiras, as que abordam temas vinculadas ao mar e as praias ; os românticos sambas-canção urbanos, da década de 50; e os sambas sacudidos, geralmente brejeiros, sobre assuntos diversos. Uma ou outra, como, o “Acalanto”, não se enquadram nesta classificação.

Na década de 30, CAYMMI surgia como compositor, cantor e instrumentista em terras baianas; como tal apresentava-se em rádios e, provavelmente, em clubes, bares e casas noturnas locais. Ao analisar atentamente seus dados biográficos, concluí que sua genialidade não foi imediatamente reconhecida por lá. São daquela época jóias como “O Mar”, “Noite de Temporal”, “Promessa de Pescador” e “Preta do Acarajé”, sendo a primeira a mais significativa de toda a sua produção, assim considerada pelo próprio autor. É também daquela época o belíssimo samba-canção “Adeus”, de características semelhantes aos que passou a compor 20 anos depois.

Prestes a completar 24 anos e ainda sem um rumo definido na vida, resolveu mudar-se para o Rio, tendo como primeiro objetivo trabalhar para, depois, tentar a carreira artística. Embarcou num Ita em 1º/04/1938, no caso o navio Itapé, chegando ao destino com a cara, a coragem, um violão camuflado e dinheiro para manter-se por um breve período. Nos seus contatos iniciais com as emissoras de rádio foi tratado como se fosse um calouro, pois não trouxera sequer uma carta de recomendação.

Sua primeira grande oportunidade aconteceu em um programa da Rádio Nacional, de LAMARTINE BABO, para o que foi apanhado de surpresa para substituir um faltoso, ocasião em que cantou “O Mar” e “Noite de Temporal”. Sua participação foi ouvida por muitas pessoas influentes no meio radiofônico, e recebeu efusivos elogios. O baiano tornou-se assim conhecido e sua carreira deslanchou, passando a ser disputado por várias emissoras.

Vivia-se a chamada “Época de Ouro” do rádio e estava na moda atribuir títulos pomposos aos artistas de renome. Assim, por exemplo, CARMEM MIRANDA era “A Pequena Notável” e ALMIRANTE “A Maior Patente do Rádio”. CAYMMI foi agraciado com o título “O Cantor Supremo dos Mares da Bahia”. A partir daí, CAYMMI intensificou seus contatos com radialistas e produtores musicais.

Com seu extraordinário talento, estava ele fadado ao sucesso; mas o que o surpreendeu, e a todos, foi a velocidade com que as coisas aconteceram, beneficiando-o seguidamente com lances de muita sorte, a começar pelo de sua estréia vitoriosa na Rádio Nacional. Passou como um trator, involuntariamente, por cima de seus concorrentes; de fato conseguira, em apenas 16 meses, oportunidades e prestígio que outros mais antigos não haviam ainda conseguido, ou não conseguiram jamais.

A produção do filme “Banana da Terra” desentende-se com ARY BARROSO sobre a utilização de seu samba “Na Baixa do Sapateiro”; ALMIRANTE leva CAYMMI até CARMEM para mostrar-lhe, como possível alternativa, “O Que É Que a Baiana Tem?”: a estrela entusiasma-se e inclui o samba no repertório da película e no seu; ensaia o número com o autor, que também a auxilia em todo o processo de confecção da fantasia. Uma vez lançada a película, esta parte foi a única elogiada pela crítica, dando novo alento à carreira a de CARMEM e consolidando a de CAYMMI; foi um sucesso de bilheteria. A tal fantasia passou a ser a marca registrada de CARMEM em toda a sua fase internacional, vale dizer, pelo resto de sua vida profissional.

Inspirado na curiosa palavra divulgada por CAYMMI no samba supracitado, LAMARTINE BABO compôs a marchinha “Joujoux e Balangandãs”, que, por sua vez, deu nome ao espetáculo musical beneficente organizado pela então primeira dama DARCY VARGAS, a ser apresentado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro nos meses de julho e agosto de 1939. A canção “O Mar” estava selecionada. Os intérpretes deveriam ser todos amadores; no entanto, uma exceção havia sido aberta para o cantor MÁRIO REIS, que gravara a música de LAMARTINE. CAYMMI acompanhava de perto os preparativos. Na véspera da estréia, a senhora escalada para cantar “O Mar” amedronta-se e desiste, levando Dª DARCY a, pessoalmente, convidar CAYMMI para fazê-lo; de lambuja, interpreta ainda “O Que É Que a Baiana Tem?”. Tal participação, além de aumentar-lhe o prestígio, abriu um novo e importante nicho do mercado para o artista, tornando-o conhecido e admirado por importantes figuras da alta sociedade.

Com tantos compromissos para cumprir nas rádios, shows, gravações e, por fim, inúmeros recitais privados em residências de grã-finos, CAYMMI percebeu que seu repertório, composto exclusivamente de músicas de sua autoria, era insuficiente; apressou-se, então, em terminar algumas já iniciadas na Bahia, desenvolver temas já selecionados por ele, selecionar e desenvolver outros. Assim foi que apareceram “Rainha do Mar”, “Balaio Grande”, “O Samba de Minha Terra”, ”O Dengo”, “É Doce Morrer no Mar”, “Acontece Que Eu Sou Baiano”, “Vatapá”, “Rosa Morena” e o sugestivo “Você Já Foi a Bahia?”, entre outras. Falava preferencialmente de coisas de sua terra, da praia de Itapoã, da lagoa do Abaeté, da igreja do Bonfim, das festas de rua e das comidas típicas; mas, mesmo quando não o fazia, todas vinham impregnadas com sua baianidade. Foi o maior divulgador da Bahia e responsável por seu desenvolvimento turístico. Mereceu por isto um novo título: “O Cantor das Graças da Bahia”.

Compôs o samba-canção “Dora” durante sua estada em Recife em 1941, um de seus maiores sucessos populares e da crítica.

Em 1944, quando os jogos de azar eram ainda permitidos, os cassinos movimentavam a vida noturna do Rio. O mais sofisticado era o Cassino Atlântico, do Hotel Capacabana Palace, que só apresentava em seus shows artistas internacionais. Ocorreu então um fato dos mais relevantes na vida artística de CAYMMI: foi contratado para ser a atração principal do espetáculo “Jangadeiros” por uma longa temporada, em que a segunda atração seria o famoso cantor francês JEAN SABLON. É impossível deixar de supor que a grande aceitação do baiano pela alta sociedade, seja como artista ou como pessoa, e especialmente a sólida amizade que já construíra com CARLOS GUINLE, empresário pertencente à família proprietária do referido hotel, não tenham influenciado sua contratação; esta suposição não significa demérito algum para CAYMMI, cuja temporada foi muito bem sucedida.

Com um bom dinheiro ganho, CAYMMI passou a dedicar-se intensa e integralmente à pintura, outra de suas grandes paixões, incentivado que fora anteriormente por PANCETTI e PORTINARI, agora sob a orientação pessoal deste.

O fechamento dos cassinos pelo presidente DUTRA provocou uma grande modificação na vida noturna da cidade, dando origem à abertura de inúmeras casas de diversão noturnas, algumas delas bastante luxuosas, ambientes fechados e aconchegantes onde predominavam as músicas românticas. Foi onde CAYMMI voltou a imperar a partir de 1949 e por toda a década de 50 com seus sambas-canção urbanos, dentre eles “Nem Eu”, “Nunca Mais”, “Não Tem Solução” e “Sábado em Copacabana”. Nesta nova fase, passou a ser identificado discretamente por distintas damas freqüentadoras da noite como “O Tesão de Boate”, um novo título que muito o lisonjeava.

Suas composições “Só Louco”, “O Bem do Mar” e “Modinha de Gabriela” foram utilizadas como temas de abertura de novelas da TV Globo, sendo que a última foi feita por encomenda.

O artista fez também excurções ao exterior coroadas de sucesso: nos EUA, apresentou seu samba-valsa “...Das Rosas” em um programa de TV costa-a-costa do cantor ANDY WILLIAMS; e, na Suíça, participou do Festival de Montreux. Esteve também em outros países, a saber: Argentina, Portugal, França e Itália. Quando fazia tais viagens, movimentava o corpo diplomático e outras autoridades do Brasil e dos países visitados.

A partir dos 70 anos, começou a reduzir suas atividades profissionais por motivo de saúde, acometido que estava de doenças crônicas como o diabetes, a gota e a hipertensão arterial. Além de tudo isto, sua poderosa voz de outrora já não era a mesma, e passou a ouvir mal.

A discografia completa de CAYMMI como compositor possui 120 títulos, dos quais cerca de 50 ficaram bem conhecidos na voz de 439 diferentes intérpretes, sendo 40 deles estrangeiros. As parcerias registradas são fajutas, de um modo geral, dadas por amizade ou companheirismo. Uma das poucas exceções foi a canção “É Doce Morrer no Mar”, em que desenvolveu um tema original do romantista JORGE AMADO, um de seus maiores amigos. Seus 3 maiores sucessos editoriais foram, pela ordem, “Marina”, “Maracangalha” e “Saudade da Bahia”, que correspondem justamente a músicas bem simples e mais ao gosto popular.

Dono de uma personalidade cativante, CAYMMI costumava ser o centro das atenções onde quer que se encontrasse. Tinha enorme facilidade de relacionar-se com pessoas das mais variadas categorias profissionais e sociais, entre elas romancistas, poetas, pintores, jornalistas, escultores, políticos e empresários. Parecia que todos queriam ser seus amigos. Teve estreita convivência com os maestros VILLA LOBOS e RADAMÉS GNATALLI, os mesmos que, no início de sua carreira, aconselharam-no a não estudar música quando a eles manifestara sua intenção de fazê-lo, sob o argumento de que, assim, poderia prejudicar sua criatividade.

Foi inovador e perfeccionista, o que justifica o fato de sua produção ter sido relativamente pequena. Perdeu boas oportunidades de ganhar dinheiro por não ser de seu feitio compor sob pressão.

Sendo uma unanimidade entre seus pares e críticos, exerceu considerável influência sobre várias gerações de compositores, inclusive os da “bossa nova”; foi respeitado e reverenciado por todos como verdadeiro mestre.
Recebeu homenagens de todos os tipos, especialmente quando da comemoração de seus 70 e 80 anos. Após sua morte, foi o Rio que saiu na frente instalando, no calçadão da praia de Copacabana, uma linda estátua de corpo inteiro do artista que tanto o amou.

Não acumulou riqueza, mas conheceu a glória em vida.

Este texto é uma apertada síntese da vida artística de DORIVAL CAYMMI, compositor, cantor, instrumentista e pintor, fundamentado no livro biográfico “CAYMMI - O HOMEM E O MAR”, de autoria de sua neta STELLA CAYMMI; contudo, ousei acrescentar algumas conclusões e inúmeros comentários decorrentes, em parte, de uma análise lógica e isenta dos fatos narrados pela ilustre biógrafa, dos quais ela poderá discordar.

Desconstruindo mitos

A mais recente campanha eleitoral dos Estados Unidos, que apresentou ao mundo o fenômeno BARACK OBAMA, terminando com a vitória deste nas prévias do Partido Democrata contra HILARY CLINTON, e, posteriormente, derrotando ele o candidato do Partido Republicano, JOHN McCAIN, provocou uma comoção generalizada fora das fronteiras daquele país pela expectativa gerada.

A impressão é que todos já estavam cansados do belicista BUSH, e a proposta pacifista inicial de OBAMA de abreviar a retirada de soldados do Iraque e do Afganistão fizeram crescer a simpatia por ele, até porque alimentava a esperança de que outras medidas afins poderiam também vir a ser adotadas, no sentido de transformar aquela grande potência econômica e militar em uma promotora e facilitadora da paz universal.

OBAMA, cidadão americano nascido no distante Estado do Havaí, de origem humilde e multiracial, mulçumano com nome pouco confiável por lá, defrontou-se com um político já experiente, do partido que está no poder e veterano de guerra, fator este muito valorizado pelos americanos. Para os de fora, teria sido como uma luta do gigante GOLIAS contra o pequenino DAVID, sendo natural que a maior torcida ficasse a favor do mais fraco.

Mas tal suposição era enganosa, a começar pelo extraordinário talento revelado por OBAMA, que o credenciou, entre seus pares, a candidatar-se à presidência apesar de sua pouca idade para o cargo. Fez uma carreira fulminante na política, para quem chegou a Los Angeles aos 18 anos, procedente de Honolulu, com o objetivo de fazer seus estudos superiores, os quais foram concluídos na Universidade de Harvard.

O senador OBAMA teve uma campanha milionária, dispondo de recursos muito superiores aos de seus adversários, tanto nas prévias como na disputa final. É claro que, lá como aqui, quem assim investe espera um bom retorno.

Já pelo meio da campanha, seu discurso pacifista havia sofrido alguns ajustes e, após eleito, arriscou uma ameaça ao Iraque, o qual foi classificado como um “mico” por seus assessores imediatos.

Para OBAMA, a Amazônia pertence ao mundo. E não é do conceito matemático que ele fala, mas da soberania territorial dos países por onde a grande floresta tropical se espalha. Este entendimento ele deve ter adquirido desde a escola primária, onde é abertamente ensinado por lá.

Por oportuno, dentro do contexto de dominação sob todas as formas, lembro-me das aulas de geologia que tive na antiga Escola Nacional de Engenharia, do Largo de São Francisco-Rio, ministradas na década de 50 por um catedrático da nobre estirpe LIMA E SILVA, em que se atestava a inexistência de petróleo no Brasil; no entanto, o grande geólogo campista ALBERTO LAMEGO já intuíra, na década de 20, que imensos depósitos existiam no mar, diante do litoral fluminense.

Os democratas de OBAMA, muito mais do que os republicanos, são reconhecidamente protecionistas na área comercial e dominam amplamente o Congresso, onde tais questões são decididas; por conseguinte, não há razões objetivas para acreditar-se que será facilitada a entrada de produtos brasileiros no mercado dos EUA como é reivindicado, nem mesmo do etanol, em detrimento dos produtores locais fortemente representados pela quase totalidade dos sindicatos patronais e de trabalhadores junto ao Partido Democrata.

Em que pese sua aparência física, que se nos afigura familiar, OBAMA é americano, vive e pensa como americano e, certamente, governará como americano; para isto, já se cercou de importantes assessores que serviram à administração de BILL CLINTON, evidenciando que não pretende “reinventar a roda”, sobretudo neste momento em que todos estão ou ainda serão afetados por grave crise econômico-financeira.

É enorme a expectativa internacional em torno dele. Pode-se mesmo dizer que há um otimismo generalizado em relação àquele que irá substituir o mais impopular presidente americano desde a 2ª Grande Guerra Mundial. No âmbito interno, haverá provavelmente uma mudança do comportamento social em relação a todas as minorias.

O que se deve minimamente esperar do governo de OBAMA no âmbito internacional é: menos arrogância, cumprindo rigorosamente as leis e convenções; colaboração na montagem de uma nova ordem nas finanças e segurança, sem privilégios para as grandes potências; participação no esforço global para preservação do meio ambiente; e que não ameace ou sufoque os demais países com seu poderio militar.

Hoje o Brasil já não depende tanto dos EUA como outrora, embora ainda sejam importantes parceiros comerciais; portanto, seria conveniente um bom relacionamento entre eles. Que a convivência pessoal do presidente LULA com OBAMA possa vir a ser tão amigável quanto a que ele manteve com BUSH.